LDO: Sinait e mais de 95 entidades avaliam que mobilização conquistou vitória

Por Solange Nunes

Edição: Nilza Murari

O diretor de Relações Intersindicais do Sinait, Marco Aurélio Gonsalves, e representantes de mais de 95 entidades avaliaram que a supressão de artigos do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO para 2019 representou uma vitória para os segmentos dos servidores públicos e para a população. A reunião foi na Liderança do PT, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), na manhã desta quinta-feira, 12 de julho. A votação do projeto da LDO ocorreu na madrugada de quarta para quinta-feira, em sessão conjunta do Congresso Nacional.

Os representantes sindicais reforçaram que a união das categorias durante as interlocuções com os parlamentares e a definição de pontos específicos para negociação ocasionou o resultado esperado. “A união das entidades permitiu a construção de um diálogo único negociado com senadores, deputados e assessores sobre os equívocos do relatório que poderia paralisar o país nos próximos anos”, avaliou o diretor do Sinait.

Marco Aurélio enfatizou ainda que as conquistas nesta primeira etapa só serão efetivadas com a continuação da negociação e inclusão de demandas das categorias no projeto da Lei Orçamentária Anual – LOA “Precisamos continuar negociando com os deputados e senadores para conseguirmos garantir os pontos aprovados”.

Mobilização continua

Os representantes das entidades avaliaram que os servidores precisam continuar mobilizados, unidos e trabalhando com o objetivo de construir capilaridade para pleno funcionamento dos serviços públicos para 2019.

As metas estabelecidas para construção neste segundo semestre: revogação da Emenda Constitucional 95/2016 – a matéria congela por 20 anos investimentos em saúde, educação, entre outras áreas; atuação pela realização de concurso público para várias categorias; revisão da proposta da reforma da Previdência.

O diretor do Sinait acredita que o recesso parlamentar que se inicia na próxima quarta-feira, 18 de julho, e vai até o dia 1º de agosto, não será de repouso para o segmento sindical. “As campanhas eleitorais estão nas ruas e os candidatos precisam se comprometer com pleitos dos servidores públicos e trabalhadores brasileiros. Os que votam contra estes dois segmentos não podem voltar”.​